Parque Montsouris (em francês Parc Montsouris) é um dos grandes parques urbanos localizados na cidade de Paris, capital da França. Está situado em seu extremo sul, dentro do 14.º arrondissement, em frente da Cité Universitaire de Paris. Trata-se de um parque à moda inglesa estabelecido no final do século XIX, e que abrange 15 hectares, incluindo um lago, gramados, arbustos, canteiros, e 1400 árvores plantadas.

Construído sob impulso de Napoleão III, e inaugurado em 1869, o parque abriga belas estátuas, monumentos, um restaurante, além de acolher diversas espécies de animais. O visitante encontra ainda no local um observatório meteorológico (Observatoire météorologique de Montsouris). Uma vez ao ano, na ocasião da jornada européia do patrimônio, o reservatório de água de Montsouris (que responde por um terço do consumo de água potável dos parisienses), pode ser visitado. Entre os meses de Maio à Setembro, pode-se aproveitar de diversos concertos musicais gratuitos apresentados no quiosque de música.

O rio Bièvre, nas proximidades do parque era repletos de moinhos de água, conhecidos popularmente na época como moque-souris (“engana-rato”). O nome teria se deformado para Montsouris.
Placa comemorativa da canalização em galeria do Rio Bièvre no arrondissement 13 de Paris

O nome do parque deriva do antigo nome da localidade. Até finais do século XIX existia um riacho que corria sobre Paris, o rio Bièvre (hoje canalizado em rede hidráulica subterrânea), bem menos caudaloso do que o rio Sena, do qual era um afluente. O trecho do riacho que se localizava nas proximidades da área do atual parque era repleto de moinhos de água usados para a moagem de grãos.[4] “Moque-souris” era uma maneira popular de se designarem os moinhos: um moinho supostamente mal aprovisionado de grãos e que portanto “engana os ratos” (moque souris em francês) que porventura os procuram para se alimentarem.[5] O nome moque-souris, referindo-se na verdade à localidade nos entornos dos moinho d’água do rio Bièvre, teria evoluído para montsouris.

Uma segunda possibilidade é que o nome Montsouris seja uma corruptela do Nome “Mont Ysoré”. Segundo esta hipótese, no parque se situaria o local de sepultamento de um certo Ysoré.[9] Ysoré teria sido rei de Coimbra (em Portugal), que liderando um exército de sarracenos e saxões, no século IX, chegou até as portas de Paris para conquistá-la do Rei Luis I (814-840), filho de Carlos Magno. Um conde francês chamado Guillaume d’Orange[10]oferece então ajuda ao rei para eliminar o inimigo, e num duelo direto, acaba por degolar Ysoré. Ao longo dos anos a sepultura de Ysoré, ao sul de Paris, na topografia do parque, se tornaria célebre, sendo citada em diversos documentos da Idade Média como Tombe-issoire. Nas cercanias do parque existe hoje uma rua com este nome.[11] Esta história deu origem a uma lenda urbana de que o fantasma de Ysoré ainda circula pelo parque.

Na antiguidade toda a extensão do parque era cortada em seu subsolo pelo Aqueduto de Lutécia. O aqueduto, também conhecido como aqueduto galo-romano, foi construído à época do imperador Septímio Severo (145-211). A maioria das edificações romanas da época situavam-se na margem esquerda (ao sul do rio Sena), e eram servidas pelas águas deste aqueduto, sobretudo os palácios, as fontes e as termas, inclusive as Termas de Cluny.

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2 Rue Gazan, 75014 Paris

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