Place de la République (Praça da República) é uma praça pública situada em Paris (França), entre os arrondissements 3,10 e 11, medindo 3,4 hectares, nomeada em homenagem à Terceira República Francesa desde 1879. Antes a praça chamava-se Place du Château-d’Eau. A Praça marca o entroncamento de diversas artérias importantes da capital, além de ser um nó importante de transporte público.

A praça é uma das mais emblemáticas da cidade, e serve constantemente de palco para manifestações populares, culturais e políticas, em função de seu nome, e ao símbolo com a qual está associada, sobretudo de manifestações promovidas por sindicatos, associações e organizações políticas de esquerda. A praça foi totalmente reformada e revitalizada entre 2010-2013, e atualmente é acessível exclusivamente à pedestres e ciclistas.

A Marcha Republicana de Janeiro de 2015

Desde a reabertura da Praça, o local já serviu como sede de diversos eventos culturais e festivos. Entretanto, o evento cívico mais marcante desde então foram as grandes concentrações populares da Marcha Republicana, classificadas como “sem precedentes”, e como a maior manifestação da história da França[18], em resposta aos ataques terroristas na cidade de Paris, em Janeiro de 2015[12].  A marcha se deu em 11 de janeiro de 2015, onde todos os cidadãos da cidade foram convocados para marcar o repúdio ao atentado terrorista na redação do jornal satírico Charlie Hebdo, e à tomada de reféns na Porta de Vincennes, que fizeram 17 mortos. A marcha ficou marcada como expressão de solidariedade às vítimas dos atentados[19].

Marcha Republicana de Janeiro 2015, na Praça. Foi considerada a maior mobilização popular da história da França
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Idade Média e Idade Moderna

O antigo fosso que circulava a cidade, a Porta do templo, e a sede da Ordem dos templários, com sua igreja e torreão, em 1550.

A praça ocupa hoje o espaço onde havia, desde o século 12, uma porta de saída da cidade de Paris, na ocasião muito menor em superfície. A porta chamava-se Porta do Templo, pois situava-se em frente da sede da Ordem dos Templários, um complexo que incluía uma igreja, um torreão, um estábulo, e alojamentos para abrigar os monge-soldados templários. O lugar servia também de depósito do tesouro real francês. Após a dissolução da ordem, e o uso da sede para outros fins, o seu torreão ainda manteve-se de pé no local durante muitos séculos. Entretanto, depois da Revolução FrancesaBonaparte ordenou em 1808 a sua demolição, temendo que o local poderia tornar-se um lugar de peregrinação de monarquistas. Entretanto a localidade continuou a ser conhecida como Temple, existindo até hoje no local a Rue du Temple, que é uma das mais velhas de Paris[2].

Idade Contemporânea

Fonte dos Leões, na Place du Château d’eau, 1831

O terreno lberado pelo complexo dos templários torna-se o entroncamento de diversos boulevards. Em 1811, o ato simbólico que deu início à praça, foi a instalação de uma fonte no meio deste entrocamento. A fonte, chamada de Fontaine du Château d’eau, servia como ilha de trânsito em forma de rotatória. O Largo passa a ser conhecido como Place du Château d’eau.

A fonte foi projetada pelo arquiteto Pierre-Simon Girard. Tratava-se de uma fonte ornada por leões em bronze fundido, realizados na usina de Creusot, o que na época era considerado uma façanha. Além de sua função urbanística-decorativa, a fonte servia também como fonte de água para os moradores das localidades circunvizinhas[3]. A fonte embeleza o bairro, abastecendo-o de água, e começa a atrair uma atividade imobiliária no local. A esplanada do Château d’eau torna-se um lugar cada vez mais frequentado, sofrendo um movimento acelerado de urbanização. O Boulevard duTemple torna-se um endereço festivo e popular, área dos teatros de Paris, inclusive do Théâtre-Lyrique, fundado por Alexandre Dumas em [4].

Caserna do Château d’eau, presente até hoje no local

Uma caserna foi construída nos bordos da praça em 1854, prevista para 3 200 homens, chamada de Caserne du Château d’Eau, e depois de Caserne Jean-Vérines. Ela foi construída para centralizar as tropas que antes encontravam-se dispersadas por diversos locais da cidade (Desde 1947 é ocupada pela Guarda Republicana). A caserna passou a contribuir para a fisionomia da praça de maneira durável, restando ainda no local.

 

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